A atuação do patologista diante dos novos tratamentos

A atuação do patologista diante dos novos tratamentos

Com as novas tecnologias e os tratamentos cada vez mais personalizados para o câncer de pele e melanoma, o papel do patologista torna-se fundamental na definição do melhor tratamento para cada caso e é necessário ainda mais cuidado com a preservação dos materiais para garantir a precisão do resultado. Muitas vezes é a partir do resultado do exame anatomopatológico que o médico poderá tomar suas decisões.

Com os fragmentos de tecidos retirados do paciente para biópsia, o patologista estabelece o diagnóstico das doenças, como o câncer. Por isso o tratamento do material que será examinado, sua preservação é essencial para um resultado eficaz e a garantia de que não se está descartando algo que poderia indicar uma grave doença. Examinando ao microscópio, o profissional analisa as características e emite seu laudo.

Da análise do patologista será definido, por exemplo, se o tumor é ou não um melanoma. Se for, qual o tipo, a profundidade, a espessura e se ele não foi retirado, quais possíveis comportamentos do tumor - ou seja, sua evolução, se ele pode se disseminar e comprometer outros órgãos e a sobrevida do paciente. Desses resultados também serão determinadas as técnicas e possibilidades de tratamento.

Destacamos a importância do armazenamento do material para a realização do exame. Há situações que podem comprometer a amostra, casos em que o armazenamento é feito com materiais indevidos, como álcool, água ardente, entre outros.

Os tecidos retirados do paciente devem ser colocados em líquidos que preservem o material, impedindo que apodreça. Ao ar livre, ele se desintegra, impossibilitando o exame. Um tecido que fique fora de formol de um dia para outro, por exemplo, já não permite um exame anatomopatológico adequado. Normalmente é usado o Formol diluído a 10%.

Entretanto, com o avanço tecnológico na medicina, técnicas moleculares que definem o tipo de tratamento a ser usado no paciente, o tecido precisa ser ainda mais preservado. Diante dessa nova perspectiva, o ideal é que o material seja fixado em Formol tamponado a 10% - com pH controlado para que as proteínas e o DNA não sejam degradados.

Novas técnicas

Além do exame anatomopatológico convencional, existem novas técnicas para atuação do patologista. Um dos exemplos é o exame imuno-histoquímico, que utiliza anticorpos específicos para determinadas proteínas. Eles podem identificar o local de origem dos tumores, marcadores tumorais, indicadores de tratamentos, entre outros.

Há também o método molecular, que possibilita identificar um gene alterado que pode ser realizado por PCR ou por sequenciamento da cadeia gênica, indicando que houve mutação, ou perda de material genético.

Também estão disponíveis técnicas mais sofisticadas de sequenciamento, denominadas Next Generation Sequencing, que permitem o estudo de múltiplos genes simultaneamente, dando origem ao chamado tratamento personalizado de cada paciente com um determinado tipo de câncer. Isto está ocorrendo com melanoma também.

Em todos os casos, um ponto é essencial: a preservação do material para o bom resultado.